quarta-feira, 27 de abril de 2011

LE Rock

DIA: 13 DE MAIO no CLUBE FOLHA SECA

Os Carloz
La Haine
Oh! I Kill
EL EFECTO (RJ)

INGRESSOS:
R$10,00 antecipado: na Fluir - atrás do Shopping 28 ou com as bandas.
R$12,00 com o nome na lista: listaamiga.com/lerock (basta fazer um cadastro bem rápido)
R$15,00 na portaria




obs: El Efector é uma banda muito foda!

Conto:

O Gigante Dela


Sentiu que era mesmo minúscula perto daquele gigante. Um gigante de nome nobre. Um gigante chamado paixão. Ele a implorou que abandonasse as convenções e os pudores e pedisse um beijo. Não um beijo comum, mas sim um belo beijo apaixonado. Seu noivo não o fez. Certamente não sabia nada sobre aquele gigante, que aparecera pra ela em uma noite clandestina.

Sua vida seria dividida em duas partes. Antes de conhecer o gigante nobre, ela era uma plebeia descrente, que imaginava sentir um amor romântico por seu então noivo de nome Banal. Porém, depois daquela noite, em que seus sonhos tomaram proporções descomunais, nada seria como antes. Perdoe-me! O seu amado, quase marido, não havia mudado em nada. Não perdera o habito de reclamar do transito mesmo sentado na ultima cadeira do ônibus. Também não havia esquecido de lhe elogiar pela escolha do vestido. Mas o que haveria de ser isso, perto daquele gigantesco mundo que se mostrava atrativo aos seus olhos de princesa desgraçada? Sim! Era desgraçada sua vida. Ao menos antes de conhecer o canto astuto do nobre sentimento que lhe mudara visceralmente.

Não era com seu noivo que gostaria de estar. Talvez, com ele, se o mesmo fosse um pouco diferente. Mas se fosse diferente, seria outro. Um pouco mais apaixonado talvez. Entretanto, não havia nada de errado com aquele homem. Ele parecia ser bom. Mas ela queria uma dança e ele desejaria se casar. Não havia nada errado em se casar, ter filhos, nada mais natural aquela altura. Mas alguém deveria sacudir aquela moça e explicar isso, pois não era assim que ela pensava seu futuro breve. O gigante teria sussurrado em seu ouvido naquela noite e implorado não um beijo, mas que ela fosse de uma vez por todas feliz.



Bruna Mac.

domingo, 17 de abril de 2011

Recomendações Libertárias, I


Estava devendo fazer referências a alguns blogs e sites que tenho visitado e-ou citado neste blog! Um deles é o site "Olhares", que na minha opinião está certamente entre os melhores sites de fotografia que existem na wab, não só pelos fotógrafos incríveis que lá expõem seus trabalhos, mas também pelo próprio formato do site.Inclusive muitas das fotográfias expostas no brunamac.blogspot (surto,musica, e expressão) são extraídos de lá, principalmente as da página "Surto" na qual me aventuro a escrever poesias, e críticas a cerca de variados assuntos.

Outro blog que indico é o "Cinema Secreto: Cinegnose" para quem gosta da temática sobre os mistérios da vida, e a gnóse. Este site faz referências e crítica a filmes sobre o Gnosticismo, de maneira bem direta. Estarei postando eventualmente matérias extraídas deste blog, para contemplar esse assunto que tanto tem me interessado.

Me parece que o site "plantandoconsciencia.org" é a minha mais nova boa descoberta de conteúdo on line sobre crítica politica,e social ligada ao cinema! Foi uma indicação de uma amiga. E pra quem está afim de conhecer bons documentários, com uma boa pitada de politização, é legal conhecer!

Com teor revolucionário, não poderia deixar de citar o blog: Zurdo-Zurdo, na qual seu link se encontra disposto entre a minha lista de blogs. Sua descrição já o sintetiza bem:

"Se abandonar a ingenuidade e os preconceitos do senso comum for útil; se não se deixar guiar pela submissão às idéias dominantes e aos poderes estabelecidos for útil; se buscar compreender a significação do mundo, da cultura, da história for útil; se conhecer o sentido das criações humanas nas artes, nas ciências e na política for útil; se dar a cada um de nós e à nossa sociedade os meios para serem conscientes de si e de suas ações numa prática que deseja a liberdade e a felicidade para todos for útil, então podemos dizer que a Filosofia é o mais útil de todos os saberes de que os seres humanos são capazes." (Marilena Chaui)


Boa viagem!

gnostico (!)

As palavras gnóstico e gnosticismo não são exatamente comuns no vocabulário dos nossos contemporâneos. De fato, há mais pessoas familiarizadas com o antônimo de gnóstico, isto é, "agnóstico"; literalmente, esse termo significa um desconhecedor ou ignorante, mas em sentido figurativo descreve uma pessoa sem fé religiosa, que não se ressente de ser chamada de ateísta. No entanto os gnósticos já existiam muito antes dos agnósticos, e, na maioria, parecem ter representado uma classe muito mais interessante que o último grupo. Em oposição aos não-conhecedores, eles se consideravam conhecedores - gnostikoi, em grego - denotando aqueles que possuem a gnose ou o conhecimento. Os gnósticos viveram, na maior parte, durante os três ou quatro primeiros séculos da Era Cristã. Em geral, provavelmente eles não teriam se autodenominado "gnósticos"; teriam se considerado cristãos, ou mais raramente judeus, ou ainda seguidores das tradições dos antigos cultos do Egito, da Babilônia, da Grécia e de Roma. Não eram sectários nem membros de uma nova religião específica, como queriam seus detratores, mas pessoas que compartilhavam entre si certa atitude perante a vida. Pode-se dizer que essa atitude consistia na convicção de que o conhecimento direto, pessoal e absoluto das verdades autênticas da existência é acessível aos seres humanos, e, mais ainda, que a obtenção de tal conhecimento deve sempre constituir a suprema realização da vida humana.


Esse conhecimento ou Gnose não era concebido como um saber racional de natureza científica, ou mesmo um saber filosófico da verdade, mas um conhecimento que brota no coração de forma misteriosa e intuitiva, sendo, portanto, chamado em pelo menos uma obra gnóstica (o Evangelho da Verdade) de Gnosis Kardias (o conhecimento do coração). Trata-se, é claro, de um conceito que é ao mesmo tempo religioso e altamente psicológico, pois o significado, o propósito da vida não aparece então nem como a fé - com sua ênfase na crença cega, e na também cega repressão - nem como as ações, com sua extrovertida orientação para as boas ações, mas sim como uma transformação e uma visão interior; em suma, um processo ligado à psicologia profunda. Se passarmos a considerar os gnósticos como os primeiros profissionais da psicologia profunda, torna-se imediatamente aparente a razão pela qual a prática e o ensinamento gnóstico, de forma radical, diferia da prática e do ensinamento da ortodoxia cristã e judaica. O conhecimento do coração, em favor do qual os gnósticos se empenhavam não podia ser adquirido por meio de uma barganha com Jeová, ou através de um tratado ou aliança que garantisse bem-estar espiritual e físico ao homem, em troca do cumprimento servil de um conjunto de regras. Da mesma forma, não se poderia obter a Gnose pela mera crença fervorosa de que a atitude de sacrifício de um homem divino na história pudesse aliviar a carga de culpa e frustração de nossos ombros e assegurar bem-aventurança perpétua, além dos limites da existência mortal. Os gnósticos não negaram o benefício do Torá nem a magnificência da figura de Cristo, o ungido do Deus supremo. Eles consideravam a Lei necessária a um certo tipo de personalidade, que precisa de regras para o que atualmente poderíamos chamar de "a formação e o fortalecimento do ego psicológico". Também não negaram a importância da missão do personagem misterioso que, em seu disfarce, era conhecido pelos homens como o rabino Joshua de Nazaré. A Lei e o Salvador, os dois mais reverenciados conceitos de judeus e cristãos tornam-se, para os gnósticos, apenas meios para um fim maior que esses mesmos conceitos. Eles configuravam incentivos e artifícios, de alguma forma capazes de conduzir ao conhecimento pessoal que, uma vez obtido, prescinde tanto da lei como da fé. Para eles, como para Carl Jung muitos séculos depois, a teologia e a ética constituíam apenas pontos de partida no caminho do autoconhecimento.


Dezessete ou dezoito séculos separam-nos dos gnósticos. Durante esse período, o gnosticismo tornou-se não apenas uma fé esquecida (como um de seus intérpretes, G. R. S. Mead, chamou-o), mas também uma fé e uma verdade reprimidas. Aparentemente, quase nenhum outro grupo foi temido e odiado de forma tão incansável e persistente, por quase dois milênios, quanto os infelizes gnósticos. Textos de teologia ainda se referem a eles como os primeiros e mais perniciosos de todos os hereges, e a era do ecumenismo não lhes parece ter estendido nenhum dos benefícios do amor cristão. Muito antes de Hitler, o imperador Constantino e seu cruel episcopado iniciaram a prática do genocídio religioso contra os gnósticos, sendo esses primeiros holocaustos seguidos por muitos outros no decorrer da história. A última grande perseguição terminou com o sacrifício de aproximadamente duzentos gnósticos em 1244, no castelo de Montségur, na França, um acontecimento que Laurence Durell descreveu como "as Termópilas da alma Gnóstica". Apesar disso, alguns proeminentes representantes das vítimas do último holocausto não consideraram a minoria religiosa mais perseguida da história como companheira de infortúnio, como indicam os ataques de Martin Buber a Jung e ao gnosticismo. Judeus e cristãos, católicos, protestantes e os ortodoxos orientais (e, no caso da Gnose Maniqueísta, até os zoroastristas, os muçulmanos e os budistas) odiaram e perseguiram os gnósticos com persistente determinação. Por quê? Seria apenas porque seu antinomianismo ou sua desconsideração pela lei moral escandalizava os rabinos, ou porque suas dúvidas relativas à encarnação física de Jesus e sua reinterpretação da ressurreição enfurecia os sacerdotes? Seria porque eles rejeitavam o casamento e a procriação, como afirmam alguns de seus detratores? Eram eles detestados devido a licenciosidades e orgias, como alegam outros? Ou poderia ocorrer que os gnósticos realmente tivessem algum conhecimento, e que esse conhecimento os tornasse sumamente perigosos às instituições, tanto seculares como eclesiásticas? Não é fácil responder a essa indagação; contudo, deve-se fazer uma tentativa. Poderíamos ensaiar uma resposta dizendo que os gnósticos diferiam da maior parte da humanidade, não apenas em detalhes de crença ou de preceitos éticos, porém em sua visão mais essencial e fundamental da existência e de seu propósito. Sua divergência era "radical" no sentido mais exato da palavra, por reportar-se à raiz (latim: radix) das atitudes e conjeturas da humanidade com respeito à vida. Independentemente de suas crenças filosóficas e religiosas, a maioria das pessoas acalenta certas suposições inconscientes, pertencentes à condição humana, que não originam das atividades convergentes de formulação da consciência, mas que irradiam de um profundo e inconsciente substrato da mente. Essa mente é regida pela biologia, e não pela psicologia; ela é automática, e não está sujeita a escolhas conscientes nem a percepções. A mais importante dessas suposições, a qual poder-se-ia dizer que sintetiza todas as outras, consiste na crença de que o mundo é bom e que o nosso envolvimento nele é de alguma forma desejável e fundamentalmente benéfico. Essa premissa conduz a inúmeras outras, todas mais ou menos caracterizadas pela submissão às condições externas e às leis que parecem governá-las. A despeito dos incontáveis acontecimentos incoerentes e maléficos em nossas vidas, dos incríveis fatos que se sucedem, dos desvios das reiteradas insanidades da história humana, tanto coletiva como individualmente, acreditaremos ser nossa incumbência prosseguir com o mundo, pois ele é, afinal, o mundo de Deus, devendo, portanto, haver significado e bondade ocultos em seus processos, mesmo que seja difícil discerni-los. Assim, devemos continuar no cumprimento de nosso papel dentro do sistema, da melhor maneira possível, sendo filhos obedientes, maridos zelosos, esposas respeitosas, bem-comportados açougueiros, padeiros, fabricantes de velas, esperando contra toda a esperança, que uma revelação do significado resulte, de algum modo, dessa vida de resignação sem sentido. Não é assim, disseram os gnósticos. Dinheiro, poder, governo, constituição de famílias, pagamento de impostos, a infinita série de armadilhas das circunstâncias e obrigações - nada disso foi jamais rejeitado tão total e inequivocamente na história humana como pelos gnósticos. Estes nunca esperaram que alguma revolução política ou econômica pudesse ou devesse eliminar todos os elementos iníquos do sistema em que a alma humana encontra-se aprisionada. Sua rejeição não se referia a um governo ou sistema de propriedade em favor de outro; ao contrário, dizia respeito à total e predominante sistematização da vida e da experiência. Portanto, os gnósticos eram, na verdade, conhecedores de um segredo tão fatal e terrível que os governantes deste mundo - i.e., os poderes secular e religioso, que sempre lucraram com os sistemas estabelecidos da sociedade - não podiam permitir ver esse segredo conhecido, e muito menos tê-lo publicamente proclamado em seus domínios.

sábado, 16 de abril de 2011

A CONCENTRAÇÃO DA MÍDIA

a mídia está concentrada nas mãos de famílias que também controlam a política. Comecemos pelos EUA:

GENERAL ELECTRIC
Doou 1.1 milhão de dólares pra campanha de G. W. Bush em 2000

Controla:
A NBC (TV aberta) e MSNBC (cabo e provedor de internet), esta última em parceria com a Microsoft (que doou 2.4 milhões de dólares pra campanha de G. W. Bush em 2000).
Ações dos canais Bravo (50%), A&E (25%), History Channel (25%).
Universal Studios (estúdio de cinema)

Outros investimentos:
GE Eletrônicos.
Turbinas pra aviões e reatores nucleares.


WESTINGHOUSE
Seu diretor Nº 1 é Frank Carlucci (do grupo Carlyle)

Controla:
CBS (TV aberta)

Outros investimentos:
A Westinghouse Electric Company presta serviços à indústria de energia nuclear.


VIACOM INTERNATIONAL INC.
Uma divisão da Westinghouse/CBS

Controla:
Paramount (estúdio de cinema)
MTV, VH-1 (canais de música para jovens)
Nickelodeon, Comedy Central
Flix, Blockbuster Video (distribuição de filmes)




DISNEY
Doou 640 mil dólares pra campanha de G. W. Bush em 2000

Controla:
ABC (TV aberta)
ESPN (esportes)
Miramax, Buena Vista, Caravan, Marvel Pictures e Touchtone Pictures (estúdios de cinema)
Ações minoritárias dos canais A&E, History Channel and E! e TiVo
O império Disney, claro.
3 selos musicais
11 jornais locais
66 estações de rádio
Hyperion (editora de livros)
3 revistas
Editora Marvel (quadrinhos)
Infoseek (buscador de internet)
Oscar.com, NBA.com e NASCAR.com

Outros investimentos:
É grande parceira de Sid R. Bass na produção de petróleo cru e gás natural.
Parceira da Hearst Corporation e General Electric (GE) em 12 canais a cabo e 13 canais fora dos EUA


TIME-WARNER
Doou 1.6 milhões de dólares pra campanha de G. W. Bush em 2000

Controla:
America Online (AOL) (Provedora de Internet)
CNN, HBO, Cinemax, Cartoon Network, Comedy Central (50%), E! (49%), TNT
Warner Brothers, New Line Cinema, Castle Rock (estúdios de cinema e TV)
Looney Tunes, Hanna-Barbera (desenhos pra TV, como Tiny Toons e Pernalonga)
Atlantic, Elektra, Rhino, Sire, EMI, WEA (A Time-Warner é a maior companhia de música do mundo, com 49 empresas)
58 revistas, incluindo a Time, Sports Illustrated, People, Fortune, DC Comics (50%) e MAD
Amazon.com

Outros investimentos:
Nos esportes: The Atlanta Braves, The Atlanta Hawks, World Championship Wrestling


NEWS CORPORATION LTD.
Controlada por Rupert Murdoch
Através da Philip Morris, doou 2.9 milhões de dólares pra campanha de G. W. Bush em 2000

Controla:
Fox (TV aberta)
National Geographic channel, FX
Fox International: estações via satélite que incluem a Sky Broadcasting (Inglaterra); VOX (Alemanha); Canal Fox (América latina); FOXTEL (Austrália); STAR TV (Ásia); IskyB (Índia); Bahasa Programming Ltd. (Indonésia) e News Broadcasting (Japão)
Twentieth Century Fox, Fox Searchlight (estúdios de cinema)
132 jornais (113 só na Austrália), incluindo o New York Post e o London Times
25 revistas
HarperCollins (Editora de livros)

Outros investimentos:
Philip Morris USA (braço da multinacional de cigarros)
Esportes: LA Dodgers, LA Kings, LA Lakers, National Rugby League
2 companhias aéreas australianas


Agora você sabe porque qualquer tentativa de investigar à fundo os atentados de 11 de setembro esbarram em silêncio ou descrédito da mídia. Este é um quadro perturbador, com efeitos DIRETOS em todo o mundo (já que todos consomem o american way of life e seus artistas direta ou indiretamente, seja pela TV, shows ou Internet).

No Brasil o quadro não é diferente. Segundo artigo de Marco Aurélio Weissheimer, no "Carta Maior":

O poder midiático no Brasil se concentra nas mãos de algumas poucas famílias e empresas. O maior grupo de comunicação do país, a Rede Globo, possui 227 veículos, entre próprios e afiliados. É o único dos grandes conglomerados que possui todos os tipos de mídia, a maioria dos principais grupos regionais e a única presente em todos os Estados brasileiros. A indústria televisiva domina o mercado da publicidade, detendo cerca de 56,1% de suas verbas. Em segundo lugar vêm os jornais, com 21,5%, as revistas com 10,6% e as rádios com 4,9%. Todos os outros veículos somados chegam a 6,9% do mercado publicitário. Sozinha, a Rede Globo detém mais da metade do mercado televisivo brasileiro.
Além do imenso poderio da Globo, outros seis grandes grupos regionais se destacam. A família Sirotsky comanda a Rede Brasil Sul de Comunicações (RBS), controlando o mercado midiático no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. A família Jereissati está presente no Ceará e em Alagoas. A família Daou tem grande influência no Acre, Amapá, Rondônia e Roraima. A mídia da Bahia pertence à família Magalhães. No Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul, os negócios são controlados pela família Zahran. E, por fim, a família Câmara tem grande influência em Goiás, Distrito Federal e Tocantins. Segundo dados da Associação Nacional de Jornais, relativos ao período 2001-2003, apenas 6 grupos empresariais concentram a propriedade de mais da metade da circulação diária de notícias impressas no país. Sozinhos, estes veículos respondem por cerca de 55,46% de toda produção diária dos jornais impressos.


Ele esqueceu o Maranhão, que é dominado pela família Sarney.

Na Itália temos Silvio Berlusconi (pesquisem).

Perceberam a conexão mídia/política? Então antes de encher a boca pra falar do PIG, ou da mídia golpista, pense nas ligações dessas famílias, de vários partidos que aparentemente "brigam" entre si, mas sempre mantendo seus feudos e seus interesses. São 133 parlamentares que possuem alguma ligação com empresas de comunicação, sejam eles donos ou tendo um parente como dono. Coincidência? Não. Nem o almoço da Dilma com Lili Marinho.



Fonte: saindodamatrix.com.br

sexta-feira, 15 de abril de 2011

A hipocrisia da classe média

Por Ari de Oliveira Zenha

“Para os trabalhadores a verdade é uma arma portadora da vitória e o é tanto mais quanto mais audaciosa for.”

Georg Lukács

A classe média tem desempenhado historicamente um papel importante dentro do sistema capitalista. Como o próprio termo diz média, intermediária, entre dois pólos, atua como uma espécie de amortecedor e alavancador do sistema produtivo do capital, isto política, social e economicamente.

Foi com o advento do capital e sua consolidação como sistema produtivo que esta classe foi adquirindo importância e amplitude.

A formação política da classe média, e isto, falando de forma ampla, é extremamente conservadora e reacionária. Seu projeto de existir, de viver, de agir, de atuar, apesar de ter uma diretriz, um rumo, um objetivo, é conflituoso enquanto classe em si e para si. Este conflito se manifesta em todos os níveis da existência humana. Ao se tornar uma classe para si, ela teve que optar por um projeto político e econômico, e, abraçou o capital como o seu provedor político, econômico e social.

Posicionando dentro deste espectro amplo do sistema econômico capitalista a classe média teve seu apogeu, principalmente nos países desenvolvidos, nas décadas de cinqüenta e sessenta, depois disso tem entrado em um processo de decadência e degeneração incrível. A degeneração da classe média está clara hoje no mundo globalizado do capitalismo. Em toda a parte do planeta esta classe tem apresentado traços, que poderíamos dizer: patológico, alienante, egoísta, cultuando o corpo pelo corpo, o viver pelo viver, o medo doentio é sua marca registrada, pois ao abraçar o sistema capitalista decadente ela absorveu e tem absorvido todo o modus degradante que é inerente deste sistema.

O existir da classe média dentro do capital é viver no inferno pensando no paraíso prometido pelo capital.

A decadência globalizada do capitalismo atualmente, leva consigo não só a classe média, mas todo o nosso planeta. Como classe este aglomerado de seres humanos, sem projeto próprio, perdido entre a burguesia e os trabalhadores, procura refúgio nas formas avançadas do processo tecnológico que o capital oferece e no seu deleite consumista. Falar em classe para este aglomerado humano no sentido clássico dado a ele pelo materialismo histórico é forçar um pouco as coisas, mas devido à importância que ela teve e ainda tem como formadora de opinião e como força política que é, não seria muito incorreto tratá-la como classe, sabendo de antemão destes limites teóricos, históricos e reais.

Perdida que está, dilacerada no âmago do seu ser, a classe média tenta, de todas as formas lutar, e se debate entre sua extinção como classe pelo capital e como força política hoje, tomando, a força, consciência da iniqüidade do capital e dos seus limites enquanto classe, sem projeto e vida própria que na realidade sempre foi isto que a caracterizou e caracteriza.

Sem vida própria, a classe média não é mais que um aglomerado numeroso de seres humanos, lutando desbragadamente a procura da tão falada felicidade do capitalismo e o seu temor de se proletarizar, envolta no desemprego crônico, na insegurança, no medo e no eterno conflito político/econômico histórico que a caracteriza enquanto classe. Abraçar a transformação da sociedade ou tornar-se de fato uma força política contrária aos interesses da sobrevivência digna do ser humano neste planeta é um dos seus dilemas.

Classe média, aglomerado de milhões de seres humanos perdidos diante da avalanche destruidora do capital, é diante desta realidade que a classe média se encontra. Abraçar a transformação pelo socialismo-democrático-popular ou enterrar-se na destruição do planeta que o capital está impondo ao mundo todo, este, enfim, é o seu dilema que a mortifica!

Será...?!


Fonte: http://carosamigos.terra.com.br/


Eu vejo a face ruim das pessoas e ai me entristece o dia. Hoje eu penso, por outro lado, que isso é um romantismo barato. Perdoe-me pelas palavras, mas acho mesmo que essa poesia iludida é uma bosta prontamente disposta a feder. E no pessimismo que me abate nessa prosa que concretizo na atualidade, falta-me ilusão o tanto quanto me falta a paciência. Assusto os meus amigos, e a eles dou-me sem dó, mas irrito com toda a vermelhidão. Assim é! Entretanto,eles não irão dizer.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Um Norte

Na militância política esbarramos com muitos homens e mulheres indefinidos que se mostram satisfeitos em atuar de cima do muro. E é ai que fazem seus palanques e concebem suas falas ‘politicamente corretas’.
Só com vontade de aprender e se desenvolver como parte de um FATO SOCIAL, iremos a diante. E esse adiante, deve ser o mesmo lugar. A libertação da classe oprimida! Não neguemos isso e poderemos prosseguir juntos.