sábado, 31 de dezembro de 2011

A Globo usa sua potência midiática para enganar! Porém CUBA está de pé, e vai bem, obrigada!!!

  A Rede Globo fez, durante a semana, uma série de reportagens sobre a ilha comunista, Cuba. Nenhuma surpresa.  Usam sua potência midiática para enganar.


   O Jornal Nacional não diz nada, por exemplo, sobre  68% das diretrizes do Estado que foram reformuladas após a discussão com o povo cubano. A Globo também não diz que foram registrados mais de 03 milhões de intervenções populares e que 8.913.000 de cubanos participaram da discussão do Projeto de Diretrizes para a Política Econômica e Social do Partido e da Revolução, debate prévio ao VI Congresso do Partido Comunista de Cuba.  


  O que há de errado com um país que reconhece a necessidade de renovação dos seus dirigentes, como fez Raul Castro? O que há de errado com um país que apesar de muitos problemas financeiros possui algumas das melhores Universidades da America? O que há de errado com um país comunista que manda mais de 40 mil cubanos em missões de solidariedade, por mais de 70 países?



Público aqui um fragmento do discurso do camarada Raul Castro: "
O Comitê Central é composto por 115 membros, dos quais, 48 são mulheres, isto é 41,7%, com o qual se triplicou o número atingido no Congresso anterior, que foi de 13,3%. O número de negros e mestiços é de 36, crescendo em 10% sua representação, que agora é de 31,3% (...)"  E Volto a perguntar: O que há de errado nisso? 


Eu mesma respondo: nada. Na verdade o grande erro, nosso, um país (Brasil) dominado pela ideologia burguesa e que vive de seu engano sobre democracia e liberdade, é o erro de julgar um país como Cuba! O povo de Cuba sabe o que é democracia, sabe o que é tomar as rédias de sua história,  estão sendo capazes de superar grandes dificuldades impostas economicamente e ainda desenvolver uma construção humana comunista.  Os cubanos ainda lutam, ainda se constroem, ainda querem superar outros tantos desafios... E irão superá-los com a força que demonstram ter... e o Brasil deveria estar de mãos dadas com Cuba e com este país aprender!  

Cuba Vive!



Fonte de dados: solidariedadeacuba.org.br  ;  convencao2009.blogspot

CUBA VIVE E É SOLIDARIEDADE!


sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

"emtortAspalavras"

Aquilo que proclama amor,
É de toda acostumada
A palavra em nunca dizer.
Digo: Pensamento.
E não disse
O que haveria de ser ?

Digo: Ventania.
E só disse
Para quem haveria de entender...
Nos símbolos,
Na intimidade
Disse: Vamos aprender de outro modo?
Perguntei.


segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

14ª CONFERÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE: VITÓRIA CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DO SUS!

Nota política da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde
Nosso Sistema Único de Saúde (SUS) chegou à 14ª Conferência Nacional de Saúde em um momento crítico. Após vinte e um anos de construção difícil e avanços limitados, o SUS tem sofrido um processo de desconstrução de seu caráter público e estatal, que ameaça por fim às possibilidades de alcançarmos o sonho do direito universal à saúde no Brasil. As propostas de “novos modelos de gestão” são hoje, sem dúvida, uma das maiores expressões desse processo de desconstrução e de privatização do direito à saúde.
Foi nesse contexto que as delegadas e os delegados da 14ª Conferência Nacional de Saúde, no período de 30 de novembro a 04 de dezembro de 2011, rejeitaram, em maioria arrebatadora, todas as formas de privatização da saúde (Organizações Sociais, Fundações Estatais de Direito Privado, Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público – OSCIPs, Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – EBSERH e Parcerias Público-Privadas).
Entendemos que essa vitória é de todos (as) que defendem o SUS 100% público, estatal e sob administração direta do Estado em cada local desse país.
A Conferência afirmou o desejo da maioria da população brasileira pela garantia de acesso universal, equânime e integral aos serviços de saúde geridos com qualidade pelo Estado. Afirmou ainda, a defesa do aumento do financiamento para o SUS, exigindo a imediata regulamentação da Emenda Constitucional 29 e a destinação de 10% da Receita Corrente Bruta para a saúde e, principalmente, que estes recursos públicos sejam aplicados para ampliação da rede pública de serviços em todos os níveis de atenção à saúde (Atenção Básica, Média e Alta Complexidade) – com instalações, equipamentos, medicamentos e assistência farmacêutica restritamente públicos -; a realização de concursos públicos, a definição de pisos salariais e de Planos de Cargos e Carreira para todos(as) os(as) trabalhadores(as) e melhores condições de trabalho, efetivação de serviços de saúde mental na lógica da Reforma Psiquiátrica Antimanicomial, rejeitando a internação compulsória e as comunidades terapêuticas, dentre várias outras propostas que visam fortalecer o SUS e efetivar o direito à saúde.
A 14ª Conferencia Nacional de Saúde será lembrada na história como o espaço que rejeitou a tentativa de contrarreforma do capital no sentido de privatizar a saúde e demonstrou que a sociedade brasileira está atenta e forte na defesa de seus direitos.
Apesar dessa legítima vitória do povo brasileiro, construída desde as Conferências Municipais e Estaduais de Saúde, e concretizadas na etapa nacional após muito debate, não podemos deixar de denunciar o desrespeito ao Controle Social por parte do Governo Federal ao final da plenária. O Governo Federal, defensor das mais diversas propostas privatizantes, visando esconder a sua derrota política nas propostas votadas pelo conjunto de delegados de todo Brasil, apresentou uma “carta síntese” que não traduz o teor político das conferências e lutas travadas no dia a dia pelos militantes, usuários e trabalhadores da saúde, trazendo apenas um resumo com a intencionalidade de mostrar um “falso consenso” excluindo os importantes pontos em que o governo foi derrotado, como a defesa de um SUS 100% público e estatal e a rejeição a todas as formas de gestão privatizantes, citadas acima.
A carta, mesmo não estando prevista no Regimento e nem no Regulamento, e não sendo publicizada anteriormente em nenhum espaço oficial da Conferência, foi colocada em votação. Sem debate do seu teor e sem permissão de intervenção sobre o seu conteúdo, a carta foi aprovada pela Plenária, em uma votação conduzida pelo próprio ministro. Não nos calaremos diante desse golpe e nossa resposta se dará na continuidade de nossas lutas!
Afirmamos que o produto da Conferência está expresso no relatório final, sendo este o documento oficial da mesma, e que deve ser imediatamente divulgado para toda a sociedade! Nele está expresso o desejo do povo brasileiro que norteará as nossas lutas em defesa do SUS.
A Frente Nacional contra a Privatização da Saúde – composta por Fóruns Estaduais e Municipais, diversas entidades, movimentos sociais, centrais sindicais, sindicatos, partidos políticos e projetos universitários -, esteve na 14ª Conferência, de forma organizada e militante, defendendo o caráter público da saúde e a efetivação do SUS articulado a um projeto de sociedade em que todos tenham igualmente condições de vida digna, no contexto mais amplo das lutas para supressão das desigualdades sociais, com prospecção socialista. Entendemos que as lutas na saúde devem estar articuladas às lutas por uma sociedade justa, plena de vida, sem discriminação de gênero, etnia, raça, orientação sexual, sem divisão de classes sociais!
Tivemos uma grande vitória. Durante toda Conferência, houve uma dura disputa política entre os defensores do SUS e os privatistas. A Frente Nacional contra a Privatização da Saúde obteve uma grande vitória com a defesa intransigente do SUS público e repúdio a privatização. Mas, é preciso continuarmos atentos e organizados. A nossa luta continua em cada estado e município desse país, fortalecendo os fóruns em defesa do SUS e contra as privatizações, exigindo a efetivação das definições desta Conferência, buscando fortalecer o controle social e as lutas nas ruas!
A 14ª Conferência Nacional de Saúde entra para a história reafirmando o mais importante princípio da 8ª Conferência Nacional de Saúde: nossa saúde não é mercadoria!
O SUS É NOSSO
NINGUÉM TIRA DA GENTE
DIREITO GARANTIDO
NÃO SE TROCA E NÃO SE VENDE!”

FRENTE NACIONAL CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA SAÚDE
FÓRUNS PARTICIPANTES DA FRENTE:
FÓRUM DE SAÚDE DO RIO DE JANEIRO
FÓRUM EM DEFESA DO SUS E CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DE ALAGOAS
FÓRUM PARAIBANO EM DEFESA DO SUS E CONTRA AS PRIVATIZAÇÕES
FÓRUM POPULAR DE SAÚDE DE SÃO PAULO
FRENTE PERNAMBUCANA EM DEFESA DO SUS
FÓRUM ESTADUAL EM DEFESA DO SERVIÇO PÚBLICO E CONTRA AS TERCEIRIZAÇÕES- DO RIO GRANDE DO NORTE
FÓRUM POPULAR EM DEFESA DA SAÚDE PÚBLICA DE LONDRINA E REGIÃO
FÓRUM POPULAR DE SAÚDE DO PARANÁ
FRENTE CEARENSE EM DEFESA DO SUS E CONTRA A SUA PRIVATIZAÇÃO
FÓRUM DE SAÚDE DO RIO GRANDE DO SUL
FÓRUM EM DEFESA DO SUS CONTRA A PRIVATIZAÇÃO DA SAÚDE DE MINAS GERAIS
FÓRUM EM DEFESA DO SUS DO DISTRITO FEDERAL
FÓRUM DE SAÚDE DO MARANHÃO
FÓRUM DE SAÚDE DE GOIÁS


Fonte: Virusplanetario.net

sábado, 17 de dezembro de 2011

Semana de Malabares no casarão... Oficina de iniciação!

Seg - 19 de Dez
Condicionamento físico 14h as 15h
Malabares Básicos  15h as 17h

Ter 20 de Dez.
Swing  15h as 17h

Quarta - 21 de Dez
Condicionamento físico 14h as 15h
Malabares Básicos  15h as 17hs.

Quinta - 22 Dez.
Swing 15h as 17h

Sexta -23 Dez.
Condicionamento físico 14h as 15h
Malabares Básicos 15h as 17hs.

Gratuito!
São só 15 vagas por aula portanto chegue cedo!!!

Local: Casarão (pq Alzira Vargas, próximo a UFF)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Convite a juventude campista!!!

Aos Jovens de Campos:
Pela revolução e pela liberdade!


A luta por um mundo melhor é a luta dos jovens que se acham capazes de mudar o mundo! Essa foi a luta dos jovens comunistas ao longo da história, assim como fez o jovem Che em sua bela contribuição revolucionaria em Cuba, assim como fez Lenin na URSS, assim como faz hoje aqueles que optaram pela enérgica luta contra as forças capitalistas e a favor da classe trabalhadora!

Devemos tomar consciência das formas de exploração que estamos condicionados, ao vender nossa força de trabalho e sermos reduzidos praticamente a meras mercadorias... Devemos saber que o motivo de tantas mortes violentas de jovens como nós; de guerras por territórios ou por recursos naturais; da crescente precarização dos serviços públicos; da criminalização dos movimentos sociais... Tudo isso é resultado da centralização do poder burguês na dimensão politica-econômica, e sobretudo, de sua ideologia predominante, que não só individualiza forçosamente os problemas que são sociais por natureza, como também nos mantem completamente fora das principais decisões politicas de nosso país.

Nós, jovens estudantes, trabalhadores, desempregados, artistas... Queremos assumir os rumos de nossas vidas, e de uma vez por todas construir uma sociedade justa e culturalmente melhor onde o homens e mulheres tenha em suas mãos o poder de decisão, onde sejam respeitados em suas diferenças mas que trabalhem por um bem comum. Travaremos então a batalha contra a exploração do homem pelo homem e contra a ignorância. E tal tarefa só será possível pela profunda mudança na estrutura social em que temos, rumo a sociedade que queremos, a sociedade socialista.


A UJC acredita nessa mudança e convida você, jovem de Campos, a pensar, organizar e lutar!

... Por que só quem ousa lutar, ousará vencer!
UJC - UNIÃO DA JUVENTUDE COMUNISTA  
sAIT: UJC.ORG

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

HOJEEE: GRITO PELA EDUCAÇÃO PÚBLICA! SAI DE CASA E DECIDA AGIR! Ás 15H, NO CENTRO De CAMPOS (CALÇADÃO)

É NA RUA QUE TRAVAMOS A LUTA, DO LADO DO POVO CAMPISTA!

JUNTOS SOMOS FORTES!



Um pouco mais de poesia!!!

*Não estamos alegres,
é certo,
mas também por que razão
...
haveríamos de ficar tristes?
O mar da História
é agitado.
As ameaças
e as guerras,
havemos de atravessá-las,
rompê-las ao meio,
cortando-as
como uma quilha corta
as ondas. *
*
Maiakóviski *

sábado, 10 de dezembro de 2011

Fruto (inho)

"Acho que o mundo,
o mundo.
Tão total na sua especificidade,
tão segmentado na sua complexibilidade.
O espaço,
tão ator e atuante, tão senhor das características.
Caracterizador, caracterizado."
 
Bruna Lopes

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A DOENÇA INFANTIL DO MOVIMENTO ESTUDANTIL NA UFF: UMA RESPOSTA A JUVENTUDE DO PSTU E AOS COMPANHEIROS DA CST.

"Ou os estudantes se identificam com o destino do seu povo, com ele sofrendo a mesma luta, ou se dissociam do seu povo, e nesse caso, serão aliados daqueles que exploram o povo".
(Florestan Fernandes).

Mais uma vez, a história se repete como farsa: difamações, acusações desesperadas, informações pela metade... Além disso, achamos que os estudantes merecem respeito e não debate raso, sem jargões nem falsidades. Diante disso, nós da UJC, na UFF, achamos importante esclarecer fatos e decisões ocorridas no último Conselho Universitário (CUV).
No dia 29/11 foi realizado o Conselho de CA’s e DA’s, onde, tendo como ponto principal de pauta a questão da ciclovia, foi deliberado que: não haveria concessão de terreno da Universidade para a prefeitura; seria proposto a criação de um GT paritário para a construção de tal projeto de ciclovia, composto pelos os três seguimentos da Universidade: estudantes, técnico-administrativos e professores, além da criação um GT mais amplo composto pelos estudantes da UFF; e que não seria votada a aprovação de nenhum projeto fechado no Conselho Universitário do dia seguinte.
Foi respeitando essas decisões da base do movimento estudantil que nós, da UJC, nos comportamos no CUV. Para os que não estavam no dia, basta lerem a relatoria do Conselho, para terem clareza do que foi votado. Em nenhum momento colocamos em questão a possibilidade de cessão de terreno da Universidade para a Prefeitura de Niterói, como nos acusa de maneira irresponsável e leviana as cartas recém divulgadas na Internet.
Para a informação,aos “confusos” militantes do PSTU e aos combativos mas equivocados companheiros da CST , cessão e permissão de uso são duas coisas totalmente distintas: não estamos cedendo terreno da Universidade para a prefeitura, mas sim permitindo a construção da ciclovia, desde que sobre cláusulas prévias que devem ser elaboradas e disputadas pelos estudantes, técnico-administrativos e professores, e que não será votado a aprovação de nenhum projeto no Conselho Universitário durante as férias.
Portanto, trata-se de uma oportunidade para avançarmos no que sempre reivindicamos: a elaboração de um projeto contra-hegemônico de universidade, que vai desde a criação de espaços de socialização para os estudantes até um projeto de universidade que esteja totalmente voltado para as reais demandas dos trabalhadores. O G.T paritário e aberto para construção deste projeto, deve ser um salto de qualidade na organização e na contra-ofensiva das forças progressistas atuantes dentro e fora da universidade,por exatamente, não possuirmos nenhuma ilusão com qualquer conivência com a reitoria e com os setores conservadores da universidade.Trata-se de uma disputa que teremos que travar!
Infelizmente, a juventude do PSTU teima em ignorar esses fatos, seja por adotarem uma política de “contra tudo e contra todos”, (lembrando inclusive que a construção de uma ciclovia é demanda dos estudantes desde a ocupação) seja por cismarem em manter uma postura de falsas acusações, contribuindo cada vez mais para o isolamento e divisão do movimento estudantil. Propor uma “tática de vigilância constante” , como sugere o coletivo estudantil da CST, é enveredar por um caminho de lançar o movimento estudantil em um defensionismo mecânico, pouco propositivo, e que não enxerga as possibilidades da construção concreta de um contra-projeto que realmente dispute hegemonia na universidade,em articulação com os setores populares que estão fora desta.
Ao longo dos seus 84 anos de tradição no bojo das lutas dos estudantes e dos trabalhadores, a União da Juventude Comunista vem se reconstruindo com bastante notoriedade na UFF. Reconstrução vinculada às bases do movimento estudantil, respeitando seus fóruns, bem como sua pluralidade, compreendendo e atuando no sentido de contribuir para a superação de suas contradições. Além disso, nos pautamos por ações que superem o estado atual do ME, buscando, acima de tudo, outro modelo de universidade, que se vincule às necessidades da classe trabalhadora: a Universidade Popular.
Foi exatamente assim, durante a vitoriosa ocupação da reitoria, feita por todos os estudantes, que nós, comunistas, participamos sem nos furtar do debate e da proposição de ações concretas em meio a propostas alternativas às de nossa organização política. Temos imenso orgulho de participar desta fase atual do movimento da UFF: a de articulação real dos estudantes com as demandas populares, na luta por uma nova universidade. Mesmo com divergências, devemos ecoar o grito das necessidades da classe trabalhadora que estão dentro e fora da universidade.
Nosso chamado à unidade não é, portanto, discurso vazio,oportunista e alheio às mediações reais presentes no cotidiano, visando apenas construir nossa própria organização. Temos clareza de que o sucesso deste projeto será obra da capacidade de todo o movimento estudantil e não de poucos “iluminados”. A vitória dependerá de nossa relação com os setores progressistas de dentro e fora da universidade, sobretudo com os setores populares organizados em toda Niterói.
Sabemos exatamente qual é o adversário a ser batido: são as forças que representam o grande Capital, sejam os conhecidos privatistas do dinheiro público, sejam aqueles travestidos de revolucionários. Nossa contribuição na UFF é desmascará-las, em todos os espaços,pois,ao realizar acusações e deturpações da realidade ,como transparece os militantes do PSTU em sua carta, reproduzem-se práticas conservadoras e não se furtam do desejo de aparelhar entidades. Eles servem à conservação dos mesmos velhos interesses, travestidos de rebeldia e novidade.
A UJC aprendeu muito e não cessará em aprender com a vida que pulsa nas ruas e onde quer que haja luta contra os interesses privados. Superamos ditaduras, ataques de organizações de direita e daquelas travestidas de esquerda, quando declararam nossa morte. A realidade não para de provar a necessidade de afirmar a solidariedade, a igualdade entre os seres humanos e a luta contra a conservação do status quo.

A lição que tiramos, e fazemos ecoar agora, é a de confiar nas decisões coletivas e reforçar cada vez mais os fóruns legítimos dos estudantes: o Conselho de CA’s e DA’s. Analisar a dinâmica da realidade é nossa obrigação e não esperaremos que os representantes dos interesses privados, nossos adversários, o façam por nós. A tarefa mais importante, e que deveria ser entendida por aqueles que nos atacam, é a construção de uma real unidade de ação em torno do projeto de universidade alternativo ao grande Capital e não a divisão do movimento estudantil combativo.
O momento é de ofensiva contra a lógica excludente.Os estudantes da UFF devem ousar ainda mais e, para acumular mais vitórias, necessitam unificar-se em torno de um projeto propositivo e estratégico, e não meramente no campo da negação, que nada propõe no lugar daquilo que nega. Ignorar a luta por uma universidade nova é aceitar o que se tem hoje, mesmo que sob um discurso que se pretende contestador. É organizar derrotas, é se isolar da realidade que vibra nas ruas, é não ler o que a vida nos ensina!

Não basta mais negar tudo!
É hora de criar! Criar a Universidade Popular!

União da Juventude Comunista
Fundada em 1° de agosto de 1927

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Monogamia

Ante ontem o paraíso era logo ali do lado
Cheio de deliciosos pecados
Cheio de coisas a se adorar

Até que mais uma vez
A realidade nos suga pra dentro dela
Bocas e dentes asquerosos
E claramente necessários
Compreendo "bem"

Por culta dela,
A confusa monogamia
(ou minha forma de pensa-la)
E um pouco de minha infalível petulância
hoje, FATALMENTE, é outro dia

Por outro lado...
De todo modo
Já seria.

Fique


Te resta a saída pelas portas dos fundos, caro andarilho
Ou lhe resta ficar


Mas afinal, correr é pra quem tem pressa de chegar
Ou medo de olhar pra traz ?
E me responda sem palpitação e pausadamente
Se for capaz


Se é isso: a pressa e o medo
Temos uma obrigação honrosa:
Não aceitar.
Pois não é de pressa e nem de medo que faremos esta dança.

O som do novo mundo é harmonizado por outra nota
E tal nota por ansiedade não se dará

O novo mundo - ou sociedade - será...
E nossas pernas velozes precisam esperar
E ficar
Pra andar
Junto.

GRITO PELA EDUCAÇÃO PÚBLICA, DIA 13

domingo, 4 de dezembro de 2011

GRUPO DE ESTUDO MARXISTA: NINA ARUEIRA

GRUPO DE ESTUDO NINA ARUEIRA PRIMEIRO ENCONTRO:
DIA 06 DE DEZEMBRO


LOCAL: CASARÃO (PRÓXIMO A UFF)
Texto 1: O Antiutopismo de Marx
LIVRO: O Valor do Socialismo
Autor:Adolfo Sanchez Vásquez
  Hora: 15h às 16:30


sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Grupo de Estudo Nina Arueira

O Casarão, já nas férias, estará aberto ao público no seguinte horário: 14h as 18h de segunda a sábado.

todos os dias da semana atividades (oficinas, cursos, gurpo de estudo...)

Próxima Terça: Grupo de Estudo Nina Arueira




 Texto: O antiutopismo de Marx
Livro: O Valor do Socialismo
Autor: Adolfo Sanchez Vásquez
Hora: 15h às 16:30
Organizadora: Bruna Mac
 

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Restará


Já foi o tempo das flores
Já se foram as poesias

Hoje sobrou a realidade...
Cada vez mais longe de ser o que meus sonhos diriam

Sobrou o que chamarão de loucura
Sobrou o fôlego por pouco - ou sorte

E a mim... E a nós... E aos de pouca fé... E aos de quase nada...
Haverá de restar o suor
E quando não mais suportar o rosto
O suor seguirá seu caminho e destino

Ao apelo da gravidade
Como martelo cairá ao chão
Como foice provocará o corte

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Reunião hoje!!! Frente de Unidade Popular

Hoje as 17:30 reunião da FUPO no CCL (Alzira Vargas, Próximo a UFF)


Estão convocados os jovens de Campos
que querem lutar por um objetivo de transformação 
social... Mais direitos, mais oportunidades e o fim da exploração!

Força e Luta!
Até lá!


sábado, 5 de novembro de 2011

A Bruxa tá soltaaaa! HAHAHAHA

Uhulll galera! Parabéns a todos que trabalharam para a Noite das Bruxas ser o que foi!!!

 Com certeza uma de nossas melhores festas... 



Uma simbólica multidão underground
compareceu no casarão entrando no clima da festa, nesta ultima sexta feira! Apesar da encaretamento de não poder estender até mais tarde o evento, a galera bateu muito cabeça durante as apresentações das bandas e do DJ.


Destaque absoluto para as fantasias que estavam otimas!!!
   





Fonte das fotos: Fernanda Fonseca


CCL- Casarão Cultura e Luta

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Simulado ENEM 2012




Se liga! Bom, para aqueles jovens que pretendem concorrer a uma vaga à universidade, ir se preparando.

Esse site pode ajudar!

http://www.profcardy.com/exercicios/simulado-enem.php

MANIFESTO da UNIÃO da JUVENTUDE COMUNISTA - UERJ



POR UMA UNIVERSIDADE POPULAR E UMA EDUCAÇÃO EMANCIPATÓRIA!

Um espectro ronda a Universidade - o espectro da precariedade, do sucateamento, da falência e do autoritarismo. Diante disso, os comunistas estão se reorganizando na UERJ e plataforma política. Estudantes e profissionais convivem com problemas de infra-estrutura, banheiros e bebedouros sem água, goteiras, falta de luz, entre outros. A UERJ foi a primeira instituição de ensino do Brasil a aprovar as cotas, porém não possui um programa concreto de assistência estudantil, com bolsas de apenas R$ 310, sem auxílio transporte, bandejão e livros, o que impossibilita muitos estudantes de concluírem seus cursos. Ela é a única universidade pública onde os professores não têm dedicação exclusiva. Como consequência, estudantes de pós-graduação lecionam por R$ 270 e R$ 318 mensais, assinando contratos em que esses valores, dada sua flagrante ilegalidade, não são mencionados. Nossa universidade tem cerca de 150 cursos pagos. O curso de Ortodontia, por exemplo,custa R$ 58.800. As leis são completamente ignoradas quando versam que “O ensino será ministrado com base na gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais”- Constituição Federal.

O atual reitor, Ricardo Vieiralves, em "regime de urgência" e esquenta sob forte esquema de segurança, manobrou a reunião do Consuni (conselho universitário) para aprovar a alteração do estatuto da UERJ e permitir sua reeleição, juntamente com outros cargos do executivo. Tal medida foi feita ignorando as reivindicações dos técnicos, professores e estudantes para adiar a sessão do conselho e para fazer o debate democrático com universidade. Consideramos essa medida antidemocrática e defendemos que o conselho rejeite a mudança no estatuto, colocando-o em ampla discussão com a comunidade universitária. Além disso, após ter declarado na propaganda política do PMDB que “a UERJ apóia Picciani e Cabral”,fica evidente o tripé entre nosso reitor, o governo estadual e as empresas privadas, que cumprem bem o seu papel de fantoche do governador para continuar o sucateamento e a privatização da educação pública.
Há mais de 20 anos a luta pelo bandejão está na pauta do movimento estudantil e um dos pontos negociados na desocupação da reitoria em 2008 foi a construção de restaurantes universitários em vários campi. Após sucessivas prorrogações do prazo das obras, já existe a infra-estrutura apenas no campus do Maracanã. O restaurante do bandejão vai ter um preço de R$ 3 por refeição, R$ 2 para alunos cotistas, e R$ 5,31 para docentes e técnicos –administrativos (professores temporários e a população em geral que visita a UERJ não terá acesso ao bandejão, ou seja não se pensa em incluir aqueles que vão em congressos, debates e participam de grupos de discussão). Este é segundo preço mais caro em todas as universidade públicas do Brasil, o que é inaceitável, já que o bandejão é sustentado com dinheiro público. Por essas e outras é que no dia 12 de setembro os estudantes protestaram na inauguração formal do bandejão. O controle do acesso será feito por cartões de identificação,catracas e dispositivos de leitura doados pelo Banco Santander, sem custo para os estudantes. Para adquirir a carteirinha não é preciso abrir uma conta, mas “opcionalmente , o Cartão Universitário pode incorporar funções de um cartão de débito ,com funções exclusivas para você”. Assim, mostra-se claro o vínculo de nossa universidade ao capital privado internacional; a UERJ simplesmente repassou os dados pessoais de todos os alunos ao Banco e outras informações são solicitadas no momento da retirada do documento. Apesar de já se ter tudo pronto, o bandejão ainda não abriu as portas para os estudantes.

Hoje somente 3% daqueles que concluem o segundo grau entram em uma universidade publica. A grande maioria da classe trabalhadora, principal responsável pela manutenção das instituições públicas de ensino superior, não tem acesso a estas instituições. Graças à adoção de um modelo de vestibular que privilegia o acesso das classes mais altas e médias à universidade pública, a classe trabalhadora não vê o retorno das pesquisas desenvolvidas, servindo apenas para o usufruto dos mais ricos. É neste contexto que projeto de universidade popular proposto pela UJC vai para além da garantia do ingresso dos trabalhadores nas universidades.

A Universidade Popular prevê a construção de um modelo de ensino superior que garanta todos os direitos dos estudantes, condições dignas de estudo e estímulo ao pensamento critico. É necessária uma educação que não fragmente os conteúdos da realidade, que articule as necessidades reais da população com o ensino, a pesquisa e as ações. É preciso construir um modelo de universidade em que todo o conhecimento acumulado e desenvolvido seja socializado por meio de ações em conjunto com a sociedade. Uma universidade na qual a ciência e a técnica estejam a serviço das reais necessidades da população, seja na saúde, nas ciências exatas ou humanas. Neste sentido, buscamos um espaço que promova a educação múltipla, integrada, fortalecendo o trabalho coletivo em favor das necessidades sociais e do pleno desenvolvimento humano e social.

A Universidade Popular será instrumento para modificar a sociedade uma vez que o povo nela será inserido, tomando para si a condução da produção de conhecimento e o planejamento das atividades da comunidade científica e acadêmica. Objetivando a transformação social para a emancipação humana, a Universidade Popular é aquela que desloca do mercado para a sociedade a prerrogativa de definir os rumos da produção de conhecimento e sua aplicação. Por isso é necessário inserir movimentos populares,sociais,sindicais e estudantes em geral no contexto da disputa pelos rumos da educação brasileira. Somente desta forma será possível romper com este modelo que afirma a ideologia de uma sociedade individualista e competitiva, pautada a partir dos interesses dominantes oriundos de uma visão de mundo mercadológica. O sistema econômico que explora cotidianamente a classe trabalhadora gera múltiplas formas de desigualdade em nossa sociedade, destacando-se a universidade como uma das dimensões que melhor sintetiza este quadro. A produção de ciência e tecnologia coloca-se, assim, a serviço da manutenção destas formas de desigualdade.

- EM DEFESA DE UMA UNIVERSIDADE POPULAR, PÚBLICA, GRATUITA, DE QUALIDADE e LAICA;
- POR UMA REFORMA UNIVERSITARIA PAUTADA NO PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO ELABORADO PELOS;
- PELA UNIVERSALIZACAO DO ACESSO DO ENSINO SUPERIOR VIABILIZADO PELA EXPANSÃO DO ENSINO PUBLICO;
- Pela inauguração imediata do Bandejão de qualidade, publico e gratuito e em todos os campi;
- Dinheiro público só para educação publica, pelo fim dos cursos pagos e da entrada das empresas na UERJ;
- Pelo 6% do orçamento do estado para a UERJ;
- Pelo ônibus intercampi.

União da Juventude Comunista- UJC
Outubro de 2011

segunda-feira, 24 de outubro de 2011


CARTA DE ANITA LEOCÁDIA PRESTES AO PCdoB

Rio de Janeiro, 21 de outubro de 2011.

Ao Comitê Central do

Partido Comunista do Brasil

(PCdoB)

Dirijo-me à direção do PCdoB para externar minha estranheza e minha indignação com a utilização indébita da imagem dos meus pais, Luiz Carlos Prestes e Olga Benario Prestes, em Programa Eleitoral desse partido, transmitido pela TV na noite de ontem, dia 20 de outubro de 2011.

Não posso aceitar que se pretenda comprometer a trajetória revolucionária dos meus pais com a política atual do PCdoB, que, certamente, seria energicamente por eles repudiada. Cabe lembrar que, após a anistia de 1979 e o regresso de Luiz Carlos Prestes ao Brasil, durante os últimos dez anos de sua vida, ele denunciou repetidamente o oportunismo tanto do PCdoB quanto do PCB, caracterizando a política adotada por esses partidos como reformista e de traição da classe operária. Bastando consultar a imprensa dos anos 1980 para comprovar esta afirmação.

Por respeito à memória de Prestes e de Olga, o PCdoB deveria deixar de utilizar-se do inegável prestígio desses dois revolucionários comunistas junto a amplos setores do nosso povo, numa tentativa deplorável de impedir o desgaste, junto a opinião pública, de dirigentes desse partido acusados de possível envolvimento em atos de corrupção.

Atenciosamente,

Anita Leocádia Prestes

Fonte: palavrasacesas.blogspot

Homenageiam Nelson Cavaquinho, em Campos

Lene Moraes e Nelson Sargento homenageiam Nelson Cavaquinho
O Samba & Outras Coisas no SESI reúne a alegria e a musicalidade de Lene Moraes e Nelson Sargento, com um bate-papo regado a muito samba, no dia em que o grande Nelson cavaquinho completaria 100 anos.
Lene
Data e hora: 29/10 às 20h
Ingressos: Entrada Franca.
Classificação: 12 anos







Fonte: pensarnetuno.blogspot

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Programação: Noite das Bruxas!

PROJETO CULTURA NA TRINCHEIRA APRESENTA:
NOITE DAS BRUXAS
NO CCL


04 de Novembro (Sexta!)

A festa está por conta do Sonoplasta e DJ Harlem
E da banda metaleira Espantalho
A partir das 18:00h no casarão - Pq Alzira Vargas

Ornamentação especial! E muitas Surpresas...

Entrada 1kg de alimento



Contra enquisição só no casarão!
Por que a inquisição matou tantos homens e mulheres?
Por que o poder ainda se concentra na mão de poucos
?
Por que muita coisa parece não mudar
?
Os subjugados de hoje serão os revolucionários de amanhã!

Faça parte deste evento! Crie sua fantasia!



Coordenação Geral, Coordenação de cultura - CCL

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Eduque as Crianças por um Meio Ambiente Melhor

É ao manusear a natureza, através das técnicas, que o homem recria suas funções, e à transforma fatidicamente em meio. Meio de obter recursos, de sobreviver, e promover o desenvolvimento econômico, o que muitas vezes está longe de atender proporcionalmente o social.

Hoje, já se estuda maneiras de proteger o meio ambiente do projeto desenfreado do sistema capitalista. E nada será mais eficaz para a preservação do meio ambiente do que a informação, a educação desde cedo, a consciência de nossa responsabilidade com futuro da natureza, e das novas gerações.

O que seria de nós sem os recursos hídricos, sem as florestas, sem os animais? Não existiríamos, simplesmente. Se tal importância, é nada mais nada menos do que o motivo de nossa existência, por que destruímos tanto? Por que produzimos tanto lixo? Por que nos alimentamos tão mal, se poderíamos nos alimentar com o que há de melhor na natureza? A resposta é simples. Não temos mais o controle. Não há controle social de como são utilizadas as matérias primas, de como se é produzido, e por que o é produzido em escala absurda. Com uma rapidez inquietante, são extintas espécies da flora e da fauna. As florestas tropicais, a maior reserva natural da Terra, desaparecem num piscar de olhos. Desde o fim da Segunda Guerra Mundial até hoje, a destruição foi maior do que em toda a história da humanidade1. Sem falar da poluição dos lagos e rios, que comprometem seriamente os recursos hídricos do planeta.

Acontece que há crianças morrendo de fome, em vários lugares do mundo subdesenvolvido. Não por falta alimento, ou falha da natureza. O problema é o bastecimento, a falta de controle social sobre o que é, e como é, distribuído os recursos.

Se ensinarmos as nossas crianças, futuros adultos, a exigir politicamente uma sociedade diferente, onde a Natureza não seja mais tratada como mercadoria, já representará um avanço inquestionavelmente importante à humanidade. Talvez isso seja mais importante do que ensinarmos que não se deve jogar lixo na rua, ou que devemos preservar as florestas. Pois nenhumas dessas noções salvará o planeta vistas individualmente. Só o controle social dos meios de produção poderá salvar o meio ambiente, e por consequência a humanidade.

Eduquemos nossas crianças rumo ao socialismo.

1 A vitoria da economia dobre a vida, Kurz


Bruna Machel

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Atenção!! Próxima festa no CCL : Noite das Bruxas!


Noite das Bruxas

04 de Novembro, às 18h
No CCL - Casarão Cultura e Luta
Entrada : 1kg de alimento


Vamos homenagear os bruxos e bruxas que morreram brutalmente sobre o fogo da inquisição, durante a hegemonia da igreja católica medieval.
Continuamos sendo oprimidos, só que as forças opressoras são outras...

Contra inquisição só no casarão!



Em breve mais informações sobre a programação da nossa primeira festa temática.

(PS: Só entra com fantasia!!!)

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

PcdoB PERDOA OS ASSASSINOS DE TODOS OS QUE LUTARAM CONTRA A DITADURA!

(Nota Política do PCB)

O partido “comunista” do Brasil passou dos limites, em sua tarefa de desmoralizar a palavra COMUNISTA e confundir as massas.

Iludem-se os que pensam que esse partido vai mudar de nome, só porque já não o merece. A palavra COMUNISTA, no nome deste partido, é funcional aos que dela se aproveitam para tentar legitimar os interesses do capital com uma máscara cada vez mais desbotada.

Como se não bastasse esse partido presidir os leilões do nosso petróleo; como se não bastasse elaborar um novo Código Florestal para servir aos interesses do agronegócio; como se não bastasse comandar eventos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas na lógica de capturar mais ainda o esporte como mercadoria capitalista, afastar o povo dos estádios, expulsar as comunidades pobres dos locais onde passarão os turistas estrangeiros; como se não bastasse tudo isso e mais as coligações espúrias na lógica da fome de cargos e de dinheiro a qualquer custo, o chamado PcdoB acaba de renegar sua própria história e seus próprios heróis.

Na semana passada, o deputado “comunista” Aldo Rebelo, depois de ter perdido a eleição para o “progressista” cargo de Ministro do Tribunal de Contas da União (apoiado pela direita e os ruralistas), ultrapassou todos os limites da decência e da dignidade. Na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional da Câmara, votou com o sinistro fascista Jair Bolsonaro contra o projeto da Deputada Luiza Erundina, que defendia a revisão da Lei da Anistia, de forma que fossem julgados os militares que torturaram e assassinaram militantes que lutaram contra a ditadura, inclusive dezenas de valorosos ex-membros de seu próprio partido.

Para não perder cargos no governo, o partido comunista de mentira quer esconder a verdade sobre a ditadura.

Temos, no PCB, muitas divergências com o PCdoB, fundado em 18 de fevereiro de 1962, inclusive em relação à Guerrilha do Araguaia, que consideramos um grande erro por tentar transpor mecanicamente para o Brasil uma forma de luta que foi adequada à realidade chinesa, uma receita de revolução do campo para a cidade, quando a classe operária urbana já tinha importante protagonismo em nosso país, acentuando a contradição entre o capital e o trabalho. Mas os heróis do Araguaia merecem a homenagem do PCB. Eram verdadeiros COMUNISTAS.

Aldo não é um deputado avulso; vota no que determina seu partido. Votando no parecer de um deputado do DEM e não na emenda de Luiza Erundina, o partido de Aldo poderia até não se envergonhar por perdoar os assassinos de seus heróis, mas não tinha o direito de absolver os assassinos de todos os outros militantes torturados e desaparecidos na ditadura, como os do PCB e de outras organizações revolucionárias que, com formas de luta diferentes, enfrentaram a ditadura burguesa-militar que assolou nosso país.

Reparem na triste foto que aqui exibimos, que fala mais do que estas palavras. Reparem como o esguio deputado “comunista” se apequena, se encolhe, se esconde, exatamente quando Luiza Erundina argumenta que a mudança da Lei de Anistia é um imperativo de sentença da Comissão Interamericana de Direitos Humanos que - julgando processo instaurado exatamente por familiares dos heróis do partido de Aldo - considerou o Estado Brasileiro responsável pelo desaparecimento dos militantes do Araguaia, movimento que o atual pcdob tratava até recentemente como o feito mais glorioso do PCdoB original e a própria razão de sua criação.

Repudiamos a ignomínia desse deputado e de seu partido que se diz comunista. Não descansaremos enquanto não descobrirmos a verdade e fizermos justiça em relação à tortura e o desaparecimento dos heróis do povo brasileiro, inclusive dos que foram enterrados pela segunda vez, agora por seu próprio partido.

PCB – Partido Comunista Brasileiro

Comissão Política Nacional – outubro de 2011

Fonte: pcb.org

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Corpo


As folhas morreram antes de chegar ao chão. O cadáver do verde, estirado entre outras que ali caíram. Atropelo do homem servo de suas convicções. Nascer, mudar a si, mudar o redor, e cair. Seu corpo está chegando ao limite dos seus tempos, e nada mais é natural. O que quando somos seres e vivos, somos íntimos de nossa finitude, ao reparar. Viveu em mim, em um tempo recente aquela coisa amarga da paixão. Caiu ao chão sem reclamar. Os outros devaneios eram mais delinquentes, me comeram a decepção e deixaram a serenidade. E por não esperar o milagre dos tempos, assim me fiz, e farei arder por entusiasmo de ver, não a renovação de velhos dias, que nada, mas a construção de novos hábitos. Até ser de toda a quela folha marrom com destino ao chão.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Plenária da UFF! Paralisação dos Estudantes!

Após semanas tensas de negociação com o reitor da Universidade Federal Fluminense, o grupo de trabalho do interior, formado por militantes da UJC e da frente “não vou me adaptar”- ANEL, convocaram formalmente a plenária geral em que teve como pauta o levantamento das demandas da UFF e o apoio a greve dos servidores que perdura a 3 meses, sem avanços em suas reivindicações. A plenária foi um importante passo para reafirmar as nossas pautas locais e para articular os estudantes em uma luta unificada, democrática e relevante para o futuro de nossa universidade. Por unanimidade os estudantes votaram por PRALISAÇÃO de uma semana, declarando total apoio a greve dos servidores! Entretanto a paralisação será dinâmica. As lideranças que formam a comissão de organização da paralisação estão unidas para realizar uma série de atividades no campus da UFF, contando com palestras, culturais, e GT's que devem rolar durante toda a semana que vem.

O balanço vitorioso de uma plenária relativamente tranquila, é a leitura que a UJC faz do primeiro processo de mobilização do movimento estudantil neste semestre. Mais informações em breve.

Criar, Criar, uma universidade popular!!!


ATUALIZAÇÕES DO MOVIMENTO ESTUDANTIL - UFF

Um espectro ronda a Universidade. O espectro da precarização e sucateamento das Universidades através de políticas neoliberais, com consequente beneficiamento do ensino privado. Apesar dos planos expansionistas através do REUNI, o aumento de vagas ainda é ínfimo, criando ainda a falácia de que o ensino superior está universalizado, como seria o ideal. Tal expansão, por conseguinte precariza ainda mais o ensino público, pois não leva em consideração a estrutura necessária para atender as demandas acarretadas pela mesma. O que se enxerga hoje em todo o Brasil é a falta de professores e servidores técnico-administrativos, a inexistência de assistência estudantil, currículos que não correspondem as reais necessidades dos alunos, congelamento dos concursos públicos, privatização das universidades públicas e por fim o alarmante corte de 3,1 bilhão de reais na educação. Por conta disto, os servidores técnico-administrativos estão em greve ha 3 meses pelos sucessivos ataques a educação.
Como elucidado acima, a UFF enquadra-se nesse contexto de precarização, agravado pela falta de diálogo e intransigência da Reitoria. Como se sabe, a UFF foi a última universidade a aderir ao REUNI em 2007, de forma autoritária. Essa tradição se mantém, pois apesar de plebiscito realizado em 2010 contra os cursos pagos, essa prática ainda vigora em nossa universidade. Este ano a reitoria aprova sem discussão com a comunidade acadêmica, a implementação de duas vias que irão atravessar o campus do Gragoatá, em Niterói, que prejudicaria devido a proximidade das vias de salas de aula. O CUV - Conselho Universitário - que deveria ser a instância deliberativa e democrática de resoluções da UFF é um espaço autoritário e fechado ao diálogo, que de maneira alguma atende aos interesses dos alunos, docentes e servidores.
Por conta desse alarmante quadro, a Reitoria da UFF foi ocupada três vezes em duas semanas, a última durante seis dias. Sendo estas manifestações atacadas duramente pela Reitoria, chegando ao cúmulo da utilização da tropa de choque, o corte covarde de luz e água do prédio da Reitoria durante a ocupação, atraso no pagamento de bolsistas, e criminalização e ameaça a estudantes manifestantes. Mesmo com os duros ataques, a manifestação continuou em luta até que finalmente o Reitor, o digníssimo senhor Roberto Salles, não tivesse escolha a não ser o forçoso diálogo. Na manhã de terça-feira, 06/08, uma comissão de estudantes se reuniu com o reitor para exigir o fim do autoritarismo. Nessa reunião foi assinado um documento em que o reitor comprometeu-se em avaliar em comissão o déficit de professores, a não criminalização de estudantes envolvidos na ocupação, implementação do plebiscito contra os cursos pagos, reuniões nos pólos de interior, assim como a trazer bandejão e moradia estudantil ao interior e também ao aceleramento e inicio das obras nos pólos de interiorização. Não basta apenas contar com a carta assinada, agora temos que nos mobilizar para que o que foi acordado seja cumprido! Juntos somos mais fortes!
Fomos representantes do interior e avançamos ao agregar nossas pautas à carta de reivindicações entregue ao Reitor. Agora, junto ao DCE, aos sindicatos e aos demais envolvidos, continuaremos lutando por uma Universidade pública, gratuita, laica e de qualidade. Para nós essa Universidade que queremos terá a sua produção do conhecimento, sua pesquisa e sua extensão voltada as necessidades da comunidade. Trata-se de uma Universidade Popular, e de questionarmos o modelo de educação universitária no Brasil, destacando seu antagonismo e contradições.


Convocamos então uma PLENÁRIA GERAL , no dia 13/09/2011 às 20:00 h.
Declaramos apóio a greve dos servidores!

Assinam: Casarão Cultura e Luta – CCL, União da Juventude Comunista - UJC, Coletivo Não Vou Me Adaptar - ANEL, GT do Interior - DCE.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

"O problema da fome mundial não é, por conseguinte, um pro­blema de limitação da produção por coerção das forças naturais; é antes um problema de dis­tribuição." Josué de Castro

Sobre a ocupação...

A questão é: Nós saímos desta ocupação, vitoriosos do ponto de vista da luta que travamos, e da força que conquistamos junto a outras categorias, como sindicatos. Entretanto, o que conseguimos ainda é muito pouco perto da imensidão de problemas que temos devido ao processo de expansão deficitário, e pela falta de autonomia do interior, ponto que sempre gosto de lembrar.

O interior precisa de atenção especifica, pois nossos problemas são específicos. Estudamos, muitos de nós, em estruturas metálicas, com espaço precário, e no caso de Campos dos Goytacazes, contratam professores ao invés de abrir concursos públicos. Isso não pode mais! Chega de migalhas!

Aprovação de pautas pela UFF!



terça-feira, 6 de setembro de 2011

Estudantes da UFF desocupam reitoria após terem 90% de suas reivindicações atendidas.

Assembleia na gramado da reitoria“El joven secundario

y el universitario,

con el joven proletario,

quieren revolución.” (Victor Jara- Movil Oil Special)

Nesta terça-feira, após uma rodada de negociações com a reitoria, os estudantes da UFF desocuparam a o prédio da reitoria, que havia sido ocupado na última quarta-feira, com o compromisso por parte do Reitor Roberto Salles de cumprir cerca de 90% das pautas apresentadas pelos estudantes da Universidade.

Os estudantes já haviam ocupado a reitoria no dia 24, sendo expulsos no dia seguinte, quando a reitoria entrou com uma ação de reintegração de posse e a polícia federal, juntamente com a tropa de choque da PM, forçou a saída dos estudantes das dependências da reitoria, os mesmos decidiram sair pacificamente e continuar a mobilização para ocupar o Conselho Universitário que seria realizado no dia 31 de agosto.

No dia 29 de agosto foi realizada uma nova assembléia onde cerca de 300 estudantes saíram em ato pelas ruas de Niterói para arrancar as estacas das obras de construção das Vias Orla e 100, duas vias que passariam por dentro do Campus Gragoatá da UFF, há cerca de oito metros das salas de aula, além de desalojar cem famílias que vivem na Comunidade da Rua Projetada, comunidade vizinha à universidade e que está no local há 40 anos.

Na noite do dia 30 de agosto, os alunos realizaram uma vigília na Faculdade de Arquitetura da Universidade, com o intuito de acumular forças para o Conselho Universitário que se realizaria no dia seguinte, pela manhã.

No dia 31 o reitor não compareceu ao CUV e mandou seu vice-reitor Sidney Luiz de Matos Mello.

O Conselho foi lotado por uma multidão de estudantes de todos os campi de Niterói, além de contar com alunos vindos dos campi do interior, como de Volta Redonda, Campos, Rio das Ostras, os quais tentaram colocar em pauta a discussão sobre essas duas vias que não foram aprovadas no CUV, órgão máximo de deliberação da Universidade, que conta com representação estudantil. O Vice-reitor, numa manobra corriqueira, onde demonstra como a Reitoria dialoga com os estudantes, vendo que perderia qualquer votação, decidiu por sua conta implodir o Conselho, gerando assim uma marcha de cerca de 500 estudantes até seu local de vivência por quase uma semana: a Reitoria.

Os estudantes imediatamente ocuparam todos os andares do prédio, o Vice-reitor imediatamente compareceu ao local e tentou negociar uma retirada imediata dos estudantes, os estudantes decidiram que só sairiam depois de conseguir um diálogo com o Reitor Roberto Salles e colocar suas pautas na mesa para negociação, tendo como princípio para qualquer negociação a paralisação imediata das obras das duas Vias em questão, além do fim imediato de cobrança de mensalidades nos cursos de pós-graduação lato sensu, respeitando-se assim a decisão de um plebiscito realizado no ano passado que teve mais votos que a eleição para reitor e que teve como resultado final o resultado de 87% da comunidade acadêmica votando pelo fim dos cursos pagos na UFF, resgatando o caráter público da Universidade.

Ontem depois de novo mandato de reintegração de posse, cerca de mil estudantes se somaram à ocupação, forçando o Reitor a adiar a reintegração de posse para o dia de hoje e convocar uma reunião de negociação para a manhã de hoje, que teve como resultado a carta de compromisso abaixo descrita e assinada pelo próprio reitor e por todos os Pró-reitores presentes na reunião, além dos estudantes que formaram a comissão de negociação.Assembleia na gramado da reitoria

É importante considerar que essa vitória é parcial, sendo ela fruto da mobilização dos estudantes organizados, e que somente o acompanhamento fará com que estas pautas saiam do papel e se tornem realidade.

Também é importante ressaltar o apoio em tempo integral do SINTUFF, sindicato dos trabalhadores em educação da UFF, que se encontra em greve e esteve a todo o momento prestando solidariedade e apoio logístico aos ocupantes.

É bem verdade que todo esse processo serviu para mostrar que o Movimento Estudantil não está morto e que somente a organização dos estudantes e trabalhadores, juntos, pode mudar a correlação de forças no campo da luta política neste cenário nefasto de exploração dos trabalhadores e espoliação de direitos mínimos dos estudantes.

Este processo ocorrido na UFF não pode ser descolado dos processos que ocorreram na UFSC, UEM, UFPR, UFES e agora na UFSM e UFAL, assim como da greve dos profissionais em educação no estado do Rio de Janeiro, tendo à frente o SEPE. Esta série de ocupações e greves de professores da rede básica e técnicos- administrativos demonstra por outro prisma, o grau de descaso com a educação pública no Brasil, demonstra que a educação pública no Brasil está condicionada cada vez mais aos interesses de mercado, servindo a universidade como mero espaço formador de mão de obra para o mercado de trabalho e a educação básica como correia de transmissão de valores culturais do capitalismo.

A UJC esteve presente em todo o processo de ocupação e na comissão de negociação com a reitoria. Entendemos que por trás dessas lutas dos estudantes de todo o Brasil, está em jogo a disputa por outro modelo de universidade que se contraponha a esse modelo mercadológico de universidade que temos hoje, que somente atende aos interesses do grande capital e a especulação imobiliária, no caso da UFF.

Neste sentido, discutir um projeto de Universidade e Educação Populares torna-se central na luta pela contra-hegemonia da educação brasileira, colocando a universidade a serviço das classes populares. Discutir esse projeto de Universidade nos leva também a discutir outro modelo de sociedade, onde não haja mais explorados e exploradores, onde a aurora do socialismo brilhe tão forte que ofusque os resquícios de uma época sombria, onde os homens são explorados pelos seus semelhantes e os interesses individuais se sobrepõem aos interesses de classe da maioria da população brasileira.

Lutemos por uma Universidade Popular!

Lutemos pelo Socialismo!


Fonte: UJC.ORG

domingo, 21 de agosto de 2011

" Terrorismo de estado americano ameaça a humanidade!"

Miguel Orlando rodrigues

"A humanidade enfrenta a mais grave crise de civilização da sua história. Ela difere de outras, anteriores, por ser global, afectando a totalidade do planeta. É uma crise política, social, militar, financeira, económica, energética, ambiental, cultural.

O homem realizou nos últimos dois séculos conquistas prodigiosas. Se fossem colocadas a serviço da humanidade, permitiriam erradicar da Terra a fome, o analfabetismo, as guerras, abrindo portas a uma era de paz e prosperidade.

Mas não é o que acontece. Uma minoria insignificante controla e consome os recursos naturais existentes e a esmagadora maioria vive na pobreza ou na miséria.

O fim da bipolaridade, após a desagregação da URSS, permitiu aos Estados Unidos adquirir uma superioridade militar, política e económica enorme que passou a usar como instrumento de um projecto de dominação universal. As principais potências da União Europeia, nomeadamente o Reino Unido, a Alemanha e a França tornaram-se cúmplices dessa perigosa política.

O sistema de poder que tem o seu pólo em Washington, incapaz de encontrar solução para a crise do seu modelo, inseparável da desigualdade social, da sobre-exploraçao do trabalho e do esgotamento gradual dos mecanismos de acumulação, concebeu e aplica uma estratégia imperial de agressão a povos do chamado Terceiro Mundo.

Em guerras ditas de baixa intensidade, promovidas pelos EUA e seus aliados, morreram nos últimos sessenta anos mais de trinta milhões de pessoas. Algumas particularmente brutais, definidas como "preventivas" visaram o saque dos recursos naturais dos povos agredidos.

Reagan criou a expressão "o império do mal" para designar a URSS no final da guerra fria. George Bush pai vulgarizou o conceito de "estados canalhas" para satanizar países cujos governos não se submetiam às exigências imperiais. Entre eles incluiu o Irão, a Coreia Popular, a Líbia e Cuba.

Em Setembro de 2001, após os atentados que destruíram o World Trade Center e demoliram uma ala do Pentágono, George W. Bush (o filho) utilizou o choque emocional provocado por esse trágico acontecimento para desenvolver uma estratégia que fez da "luta contra o terrorismo" a primeira prioridade da política estado-unidense.

Uma gigantesca campanha mediática foi desencadeada, com o apoio do Congresso, para criar condições favoráveis à implantação da política defendida pela extrema-direita. Segundo Bush e os neocon, "a segurança dos EUA" exigia medidas excepcionais na esfera internacional e na interna.

Os grandes jornais, as cadeias de televisão, as rádios, a explorando a indignação popular e o medo, apoiaram iniciativas como o Patriot Act que suspendeu direitos e garantias constitucionais, legalizando a prática de crimes e arbitrariedades. A irracionalidade contaminou o mundo intelectual e até em universidades tradicionais professores progressistas foram despedidos e houve proibição de livros de autores célebres.

A campanha adquiriu rapidamente um carácter de caça às bruxas, com perseguições maciças a muçulmanos. Uma vaga de anti-islamismo varreu os EUA, com a cumplicidade dos grandes media. O Congresso legalizou a tortura.

No terreno internacional, o povo do Afeganistão foi a primeira vítima da "cruzada contra o terrorismo". Os EUA, a pretexto de que o governo do mullah Omar não lhe entregava Bin Laden – declarado inimigo numero um de Washington – invadiu, bombardeou e ocupou aquele pais.

Seguiu-se o Iraque após uma campanha de desinformação de âmbito mundial. O Governo de Bagdad foi acusado de acumular armas de extermínio massivo e de ameaçar portanto a segurança dos EUA e da Humanidade. A acusação era falsa, como se provou mais tarde, e os EUA não conseguiram obter o apoio do Conselho de Segurança. Mas, ignorando a posição da ONU, invadiram, vandalizaram e ocuparam o país. Inicialmente contaram somente com o apoio do Reino Unido.

Crimes monstruosos foram cometidos no Afeganistão e no Iraque pelas forças de ocupação. A tortura de prisioneiros no presídio de Abu Ghrabi assumiu proporções de escândalo mundial. Ficou provado que o alto comando do exército e o próprio secretário da Defesa, Donald Rumsfeld tinham autorizado esses actos de barbárie. Mas a Justiça norte-americana limitou-se a punir com penas leves meia dúzia de torcionários.

Simultaneamente, milhares de civis, acusados de "terroristas" -muitos nunca tinham sequer pegado numa arma – foram levados para a base de Guantanamo, em Cuba, e para cárceres da CIA instalados em países da Europa do Leste.

As Nações Unidas não somente ignoraram essas atrocidades como acabaram dando o seu aval à instalação de governos títeres em Cabul e Bagdad e ao envio para ali de tropas de muitos países. No caso do Afeganistão, a NATO, violando o seu próprio estatuto, participa activamente, com 40 mil soldados, da agressão às populações. Dezenas de milhares de mercenários estão envolvidas nessas guerras.

(...) "

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Rússia e Irã esperam retomar negociações sobre tema nuclear

Os chefes da diplomacia russa e iraniana manifestaram nesta quarta-feira em Moscou a sua esperança de que as negociações internacionais sobre o programa nuclear iraniano, estagnadas desde janeiro, possam ser retomadas após o Irã ter considerado a proposta russa como "positiva".

"A proposta russa contém bons elementos", declarou o chanceler iraniano Ali Akbar Salehi, numa coletiva de imprensa em Moscou. "Vamos estudar todos os detalhes desta proposta. É positiva", disse ele após um encontro com seu homólogo russo, Serguei Lavrov.

Salehi considera que a proposta russa tornaria possível retomar as negociações com as grandes potências do grupo 5+1 (os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU: Estados Unidos, Rússia, França, Grã-Bretanha, China, além de Alemanha). "Esperamos que esses elementos tornem possível entrarmos em uma nova fase ativa de trabalhos que conduzirão finalmente a solucionarmos esses assuntos" sobre o programa nuclear iraniano, declarou Lavrov.

Salehi também insistiu, em declarações à agência iraniana ISNA, sobre a necessidade de se chegar a uma solução relativa ao tema nuclear. "A base de nossas ações é o encontro com Serguei Lavrov (...). Declaramos que estamos de acordo com o espírito do plano para começar um novo processo e avançar passo a passo", indicou Salehi. "Acreditamos que o assunto nuclear deve ser solucionado. Com as recentes evoluções, uma nova página se abre nas relações entre Irã e Rússia", completou.

As declarações dos ministros de Relações Exteriores ocorrem depois de terem sido realizadas reuniões bilaterais em Teerã, após as quais o presidente iraniano, Mahmod Ahmadinejad, recebeu de forma favorável a iniciativa russa. "A República Islâmica do Irã recebeu favoravelmente a proposta russa de uma aproximação 'passo a passo' e está disposta a formular sugestões para cooperar nesse campo", disse Ahmadinejad em um encontro com o secretário do Conselho de Segurança russo, Nikolai Patrushev.

A Rússia, parceira do Irã, constrói a central de Boushehr (sul do Irã), de uma capacidade de 1.000 megawatts, que deve entrar em funcionamento no fim de agosto. As autoridades russas querem relançar as negociações sobre o tema nuclear entre o Irã e as grandes potências, interrompidas em janeiro.


Fonte: Terra.com

A Proposta da Universidade Popular

O debate sobre a proposta da Universidade Popular se dá em meio à discussão sobre os rumos da luta de classes no Brasil, num contexto em que há mais aportes de recursos federais para a expansão do sistema universitário público e pressões populares para a entrada no ensino superior, marcados, no entanto, por uma indução à flexibilização dos currículos, pelo avanço de diferentes formas de privatização da Universidade e pela precarização geral das condições de trabalho e ensino nas instituições de ensino superior, principalmente no âmbito da graduação. Permeia, também, o debate em torno da Universidade Popular, o debate sobre os limites da Autonomia universitária, assim como o papel político, econômico e cultural da universidade.

Deve ser criado, assim o Movimento Nacional por uma Universidade Popular, balizado pelos seguintes princípios:

- A Universidade Popular deve ser uma instituição de não-mercado, tendo seus esforços de ensino, pesquisa e extensão definidos a partir das necessidades do país, das demandas da maioria da população, da classe trabalhadora.

- deve ser estatal, gratuita, de acesso universal; o sistema universitário público deve passar por uma franca expansão, balizada, entretanto, e necessariamente, pela exigência de alta qualidade;

- deve ser amplamente democrática, entendendo que, por ser uma instituição complexa, sua condução deve ser exercida de forma colegiada, respeitando-se suas características intrínsecas e contemplando-se todos os seus segmentos, assim como as principais representações da sociedade civil;

- deve ser financiada plenamente pelo orçamento federal, garantidos os recursos para sua correta manutenção e sua franca expansão;

- deve ser autônoma, devendo ser criado o sistema nacional de universidades autônomas, para a garantia de elevados padrões de qualidade para todas as instituições, em meio à sua diversidade;

- deve ser engajada, ter papel político na luta pelas transformações sociais, disputando a hegemonia cultural, política e ideológica a partir de posicionamentos e iniciativas anticapitalistas e socialistas;

- deve ser balizada por um projeto de desenvolvimento nacional voltado para a maioria da população, para os segmentos menos favorecidos e com dificuldades especiais, apontando para a superação do capitalismo e para a construção da nova sociedade e do novo homem, sustentado técnica e cientificamente por sua capacitação interna;

- deve buscar o diálogo com o saber popular, reconhecendo-o, organizando-o e devolvendo-o à população para seu domínio e usufruto;

Institucionalmente, a Universidade Popular organizará o seu trabalho nos eixos do Ensino, da Pesquisa e da Extensão de acordo com sua definição e finalidade. Assim, a UP deverá ter:

- Ensino crítico, voltado para a formação plena do estudante, para a formação da consciência crítica e para o papel transformador da realizada a ser desempenha no futuro exercício da profissão; o ensino deverá estar diretamente ligado aos esforços de pesquisa e de extensão, em sentido amplo;

- seus esforços de Pesquisa voltados prioritariamente para a solução dos grandes problemas do país e da classe trabalhadora;

- seus esforços de extensão organizados em grandes eixos de ação, envolvendo o conjunto das instituições, para atuação direta junto à sociedade privilegiando a atuação junto às camadas menos favorecidas, visando à criação de modelos para a solução de seus problemas mais graves; através das ações de Extensão, a Universidade Popular auxiliará na promoção do acesso de todos ao patrimônio cultural organizado socialmente, e, ao mesmo tempo, buscará estudar, preservar e divulgar a cultura popular.



Fonte: ujc.org